quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Meio do Inverno



Descobri mais uma vez em Tipasa que se deve manter intacto em si mesmo um frescor, um frescor manancial de alegria, amar o dia que escapa injustiça, 
e retornar ao combate depois de ter ganho aquela luz.

Aqui eu recapturei a velha beleza, um jovem céu...
...e eu medi minha sorte...
...descobrindo enfim...
...que nos piores anos de loucura...
...a memória desse céu jamais me deixou.
Foi isso que no final me impediu de desesperar.
Que o mundo começa de novo e de novo, a cada dia e a cada nova luz.

Ó LUZ!
Essa é o choro de todos os personagens de antigos dramas que foram trazidos cara à cara para seu destino.
Esse último recurso foi nosso, também...
...e eu sabia agora.

No meio do inverno...
...eu a menos descobri que havia em mim...
...UM VERÃO INVENCÍVEL.


Albert Camus.

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