Bêbado novamente as 3 da manhã no final da minha segunda garrafa de vinho.
Eu escrevi de uma dúzia a quinze páginas de poesia.
UM HOMEM VELHO...
...enlouquecido pela carne de mulheres jovens
neste crepúsculo cada vez menor.
Fígado já se foi,
os rins estão indo,
pancreatite,
no andar de cima, pressão arterial.
Enquanto todos os medos dos anos desperdiçados sorriem entre meus dedos,
nenhuma mulher viverá comigo.
Nenhuma Florence Nightingale para assistir junto a Johnny Carson.
Se eu tiver um ataque cardíaco eu vou me deitar aqui por seis dias.
Meus três gatos famintos rasgarão a carne dos meus cotovelos, pulsos e cabeça.
O rádio toca música clássica...
Eu prometi a mim mesmo jamais escrever poemas sobre homens velhos,
mas esse aqui é engraçado, veja, desculpável,
pois eu passei muito tempo me usando e ainda há mais faltando.
Aqui as 3 da manhã, eu vou tirar esse papel da
máquina de escrever.
Derramar um copo e
inserir,
fazer amor com o fresco e novo branco.
Talvez eu tenha sorte...
...NOVAMENTE.
Primeiro para...
...mim.
Mais tarde...
...PARA VOCÊ.
Charles Bukowski.
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